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Avaliado no Brasil em 13 de maio de 2019
Como é sabido, Dostoiévski, um dos maiores escritores russos, fixou-se nesse patamar uma vez que conseguiu extrair das mazelas o melhor e o pior da condição humana.
Assim como sempre se aprofundou na questão da identidade do homem para com o ambiente que o cercava, tanto assim o fez em O Idiota, Os Irmãos Karamazov, O Jogador, Gente Pobre e demais obras.

Partindo da necessidade em compreender e ilustrar o que se passava na sociedade russa — como sabemos, o contraste social presente na Rússia rural/antiga era alarmante —, buscou, sob a figura de um estudante miserável, mas um tanto perspicaz, inteirar-nos do senso moral, niilista e de justiça presente na época.
Raskolnikóv, nosso anti-herói, se vendo privado de um crescimento que acreditava alçar se tivesse condição para tal, comete um crime. Crime esse que começa a castiga-lo antes mesmo de comete-lo, e, que o acompanha durante todo o romance.

O prazer e a grandeza desse nosso personagem niilista — os niilistas tem como marca o questionamento a todas amarras da sociedade e da cultura moral, tudo que é tradicional deve ser questionado em sua menor insignificância —, mesmo diante do ato ilícito, passará por diversas alterações durante a obra, até porque, Raskolnikóv não é o fim do romance e sim, o meio.
A partir dele encontraremos com uma prostituta miserável, com abastados que disputarão sua irmã, com pessoas céticas e outras simples, encontraremos o melhor, o mais vil e um dos maiores diálogos de consciência da literatura.

Ler Crime e Castigo é fundamental para começar a compreender Dostoiévski e sua grandiosidade, sendo muitas vezes a porta de entrada do leitor para a literatura russa. Ficando, portanto, a clara recomendação.

Quanto à estética, existe no mercado, a edição da Editora 34, com tradução de Paulo Bezerra, que é muito boa e aclamada. Contudo, Rubens Figueiredo consagrou-se como um exime tradutor diretamente do russo, uma vez que as melhores traduções de Guerra e Paz, Anna Kariênina e Ressurreição (obras de Tolstói) foram realizadas por ele.
Sendo assim, a tradução se encontra impecável, já que Figueiredo busca extrair o máximo da poesia de Dostoiévski, mantendo-se fiel ao estilo do autor.
No mais, o livro é belo, tem folhas amarelas, letras em bom tamanho e notas de rodapé, conforme seguem as imagens.
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5,0 de 5 estrelas Um dos mais célebres romances russo e mundial
Por Luciana em 13 de maio de 2019
Como é sabido, Dostoiévski, um dos maiores escritores russos, fixou-se nesse patamar uma vez que conseguiu extrair das mazelas o melhor e o pior da condição humana.
Assim como sempre se aprofundou na questão da identidade do homem para com o ambiente que o cercava, tanto assim o fez em O Idiota, Os Irmãos Karamazov, O Jogador, Gente Pobre e demais obras.

Partindo da necessidade em compreender e ilustrar o que se passava na sociedade russa — como sabemos, o contraste social presente na Rússia rural/antiga era alarmante —, buscou, sob a figura de um estudante miserável, mas um tanto perspicaz, inteirar-nos do senso moral, niilista e de justiça presente na época.
Raskolnikóv, nosso anti-herói, se vendo privado de um crescimento que acreditava alçar se tivesse condição para tal, comete um crime. Crime esse que começa a castiga-lo antes mesmo de comete-lo, e, que o acompanha durante todo o romance.

O prazer e a grandeza desse nosso personagem niilista — os niilistas tem como marca o questionamento a todas amarras da sociedade e da cultura moral, tudo que é tradicional deve ser questionado em sua menor insignificância —, mesmo diante do ato ilícito, passará por diversas alterações durante a obra, até porque, Raskolnikóv não é o fim do romance e sim, o meio.
A partir dele encontraremos com uma prostituta miserável, com abastados que disputarão sua irmã, com pessoas céticas e outras simples, encontraremos o melhor, o mais vil e um dos maiores diálogos de consciência da literatura.

Ler Crime e Castigo é fundamental para começar a compreender Dostoiévski e sua grandiosidade, sendo muitas vezes a porta de entrada do leitor para a literatura russa. Ficando, portanto, a clara recomendação.

Quanto à estética, existe no mercado, a edição da Editora 34, com tradução de Paulo Bezerra, que é muito boa e aclamada. Contudo, Rubens Figueiredo consagrou-se como um exime tradutor diretamente do russo, uma vez que as melhores traduções de Guerra e Paz, Anna Kariênina e Ressurreição (obras de Tolstói) foram realizadas por ele.
Sendo assim, a tradução se encontra impecável, já que Figueiredo busca extrair o máximo da poesia de Dostoiévski, mantendo-se fiel ao estilo do autor.
No mais, o livro é belo, tem folhas amarelas, letras em bom tamanho e notas de rodapé, conforme seguem as imagens.
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