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Avaliado no Brasil em 26 de março de 2020
O livro faz um sobrevoo bom, com suficientes detalhes (dentro da proposta) sobre o Brasil colonial e adentra o século XIX e XX com objetividade, com opiniões pontuais que o leitor consegue absorver e ponderar.

Mais ou menos da segunda metade do século XX em diante, temos um desfile de desinformação e conceitos errados ou ignorados, além de eventos suprimidos porque, dada a proposta curta do livro, não coube mais fatos depois da opinião do autor.

Notem que para mim que esquerdismo e direitismo são fanatismos, dois lados provavelmente da mesma moeda.

O fim do livro inventa um Brasil com estado mínimo (!!!) onde impera/imperou o livre mercado (???). Adam Smith e Stuart Mill se contorcem no túmulo...

Das páginas 140-150 em diante, o autor mostra uma completa e risível ignorância sobre conceitos básicos, como livre concorrência, alegando que os que defendem a livre concorrência são contrários à... concorrência. Atribui-se problemas da educação ao fato de haver escolas particulares, e atribui-se problemas da saúde ao fato de haver "planos de saúde" (o próprio autor diz isso, convido todos à página 160).

Além de perder tempo com panfletagem que talvez não convença nem o espelho, faz um sobrevoo muitíssimo rápido (creio que não dá duas linhas) sobre o Plano Real e menos sobre a Lava Jato e o Mensalão, que são mencionados como entes abstratos, órfãos na vida política, como frutas que caem do cacho num parque. Pior: o autor fantasia a corrupção de "vontade política". É um papelão em forma de livro, no final. Se ficássemos até o império, a nota poderia ser entre 4 e 4.5 estrelas (de 5), mas parece um panfleto tosco de um jovem universitário que acabaou de ganhar uma camiseta do Che Guevara de presente.
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