Avaliações de clientes

1000 PRINCIPAIS AVALIADORES
Avaliado no Brasil em 10 de setembro de 2020
Esse livro foi publicado em 1923. Obviamente uma sátira do país, a Bruzundanga é retratada pelo narrador visitante em seus aspectos mais peculiares, seus juízes, seus políticos, seus militares, suas províncias. Podemos identificar São Paulo, Rio de Janeiro, então capital do país sob outros nomes, mas com os mesmos vícios e problemas sociais. Um ou outro personagem é retratado, o secretário do ministro, o burguês, o escritor. Seja num cargo bajulatório, seja num cargo interesseiro. O preconceito da Bruzundanga era contra os javaneses que não sabiam falar sânscrito. Ter a cor de pele branca e ser bonito era essencial para obter os cargos de nível superior. O mandachuva, presidente da Bruzundanga, via concurso público indicava homens brancos bonitos que nem sequer sabiam escrever, mas que fariam bela figura para autoridades estrangeiras de passagem ou interessadas nesse país. Mais um livro do Lima Barreto que pode ser lido neste século e nestes anos de "Nova era" e que serve para prestarmos muita atenção aos vícios de nossa atual sociedade.
4 pessoas acharam isso útil
Informar abuso Link permanente

Detalhes do produto

4,7 de 5 estrelas
4,7 de 5
86 classificações globais