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Avaliado no Brasil em 27 de agosto de 2017
Autobiografia comovente e impressionante. Desde uma infância perfeita na Suíça, passando pelos serviços voluntários ainda muito jovem, principalmente numa Polônia arrasada pela guerra, passando por alguns hospitais americanos, como médica sempre obcecada com o exercício compassivo da profissão.
O interessante é que tudo é narrado com muita simplicidade, sem nenhum intuito de vangloriar-se. No seu interesse pela saúde e bem estar dos semelhantes, logo descobriu que havia um tabu compartilhado por médicos, familiares dos pacientes, e até por estes: a morte. Passou a realizar trabalho de discussão sobre o tema, quando descobriu que para pacientes terminais era um alívio poder desabafar sobre a própria condição, o que custou a ela não poucas incompreensões.
Considero um pouco mais complicado o livro quando entra numa vertente de experiências místicas. No entanto este é um tópico que em nada prejudica a obra, pois cada um aceitará os correspondentes relatos conforme julgar mais conveniente.
Mesmo sendo cética ou descrente a pessoa, dificilmente deixará de se comover com a descrição de experiências de quase morte, principalmente na parte em que os relatos enfatizam dois critérios como essenciais para a avaliação da vida: o amor e os serviços por cada um de nós prestados, ou seja, a doação de si próprio.
Sem ser adepta de qualquer denominação religiosa, e nem de práticas ascéticas e de meditações ou de gurus, compreendeu a autora a ausência de oposição entre vida e morte, sendo a segunda mera transição para nova etapa existencial, dependente de como tivermos vivido no tempo a cada um de nós destinado.
Pode-de dizer que Elizabeth K"ubler-Ross doou-se, como médica, até o fim de suas forças, sendo que um dos últimos de seus empreendimentos, um abrigo para crianças aidéticas, em uma pequena cidade da Virgínia, não pode ser implementado pela ignorância e preconceito locais.
È um livro que não só recomendo, como pretendo reler, não de forma linear, mas ao acaso, espaçadamente, para refletir sobre as agudas intuições da autora.
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