Avaliações de clientes

10 PRINCIPAIS AVALIADORES
Avaliado no Brasil em 6 de novembro de 2019
Autor de diversas obras, consagrado e exime escritor, Dostoiévski possui dentre suas marcas, a preocupação em transpor para suas narrativas a questão atrelada à condição humana, tanto o fez com maestria, que sua obra perdura e se propaga no tempo, seja tanto seus romances breves, como Uma História Desagradável, até seus romances mais pomposos, como Humilhados e Ofendidos e Crime e Castigo.

Mais uma vez, em O Idiota, encontramos o melhor de Dostoiévski, ainda que a narrativa possa parecer intercortada e confusa inicialmente, dado que os acontecimentos quase sempre se atropelam, o autor nos apresenta um dos melhores, mais gentis e intrigantes personagens, o epiléptico Príncipe Míchkin.
Caracterizado pela sua bondade, pela ingenuidade, pela crença na empatia humana, nosso protagonista haverá de se inserir em situações complexas, difíceis e recheadas de intrigas, sendo reconhecido – no liminar do descaso e da maldade – por seus companheiros e afetos, como um jovem idiota e ingênuo.

Apesar disso, Míchkin mesmo sem saber, utiliza-se de tais críticas e com um espírito puro e jovial não apenas cativa o afeto daqueles que dele se aproxima, assim como lhes causa inveja, tudo isso pela pureza do seu ser e pelo caráter inabalável. A exemplo disso, em certo momento da narrativa, quando desmascarados aqueles que desejavam dele retirar a herança, nosso personagem oferece parte do dinheiro para o falso herdeiro, para que assim ele não venha a se sentir demasiado humilhado.

Ainda que Míchkin seja ponto central da narrativa, também estaremos próximos a figura de uma personagem curiosamente peculiar, sendo Nastácia Fillípovna, uma das mais belas e desejadas mulheres que é taxada como louca e excêntrica, isto posto, dentre muito, por não se conformar e não seguir os parâmetros da sociedade. Aos poucos conheceremos mais da personagem, que tem um quê de Lucíola de José de Alencar, com Stella Havisham de Dickens, se tornando personagem tão interessante quanto o Príncipe Míchkin.
Não obstante, nos encontraremos com Rogójin, personagem amigo (ou não) do Príncipe e obcecado em Nastácia, que comporá um dos mais intrigantes romances russos, ficando, assim, a recomendação de uma obra sem precedente.

Quanto a estética, a Editora 34 tem primor com suas traduções, bem como com seu material, que possui ótima diagramação e folhas amareladas, tal qual atestam as imagens. :)
Imagem do cliente
5,0 de 5 estrelas Mais uma obra grandiosa de Dostoiévski
Por Luciana em 6 de novembro de 2019
Autor de diversas obras, consagrado e exime escritor, Dostoiévski possui dentre suas marcas, a preocupação em transpor para suas narrativas a questão atrelada à condição humana, tanto o fez com maestria, que sua obra perdura e se propaga no tempo, seja tanto seus romances breves, como Uma História Desagradável, até seus romances mais pomposos, como Humilhados e Ofendidos e Crime e Castigo.

Mais uma vez, em O Idiota, encontramos o melhor de Dostoiévski, ainda que a narrativa possa parecer intercortada e confusa inicialmente, dado que os acontecimentos quase sempre se atropelam, o autor nos apresenta um dos melhores, mais gentis e intrigantes personagens, o epiléptico Príncipe Míchkin.
Caracterizado pela sua bondade, pela ingenuidade, pela crença na empatia humana, nosso protagonista haverá de se inserir em situações complexas, difíceis e recheadas de intrigas, sendo reconhecido – no liminar do descaso e da maldade – por seus companheiros e afetos, como um jovem idiota e ingênuo.

Apesar disso, Míchkin mesmo sem saber, utiliza-se de tais críticas e com um espírito puro e jovial não apenas cativa o afeto daqueles que dele se aproxima, assim como lhes causa inveja, tudo isso pela pureza do seu ser e pelo caráter inabalável. A exemplo disso, em certo momento da narrativa, quando desmascarados aqueles que desejavam dele retirar a herança, nosso personagem oferece parte do dinheiro para o falso herdeiro, para que assim ele não venha a se sentir demasiado humilhado.

Ainda que Míchkin seja ponto central da narrativa, também estaremos próximos a figura de uma personagem curiosamente peculiar, sendo Nastácia Fillípovna, uma das mais belas e desejadas mulheres que é taxada como louca e excêntrica, isto posto, dentre muito, por não se conformar e não seguir os parâmetros da sociedade. Aos poucos conheceremos mais da personagem, que tem um quê de Lucíola de José de Alencar, com Stella Havisham de Dickens, se tornando personagem tão interessante quanto o Príncipe Míchkin.
Não obstante, nos encontraremos com Rogójin, personagem amigo (ou não) do Príncipe e obcecado em Nastácia, que comporá um dos mais intrigantes romances russos, ficando, assim, a recomendação de uma obra sem precedente.

Quanto a estética, a Editora 34 tem primor com suas traduções, bem como com seu material, que possui ótima diagramação e folhas amareladas, tal qual atestam as imagens. :)
Imagens nesta avaliação
Imagem do cliente Imagem do cliente Imagem do cliente
Imagem do clienteImagem do clienteImagem do cliente
29 pessoas acharam isso útil
Informar abuso Link permanente

Detalhes do produto

4,6 de 5 estrelas
4,6 de 5
977 classificações globais