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Avaliado no Brasil em 4 de maio de 2017
A narrativa é extremamente rica, não só pelo seu conteúdo filosófico, mas pelo viés psicológico, em uma época onde a disciplina sequer havia amadurecido. O mais surpreendente é a data de publicação do livro, em 1866, para uma obra que apresenta a consciência de forma multívoca, como dominada por uma doença intermitente. Não obstante, a consciência também é fruto do ideal do gênio, assim dito durante o livro. Por meio de toda obra, é possível observar as facetas da consciência do personagem principal, Raskólnikov, e como seus ideais guiam seu caminho. É nesse momento que as principais habilidades de Dostoiévski florescem, dando margem a rica narrativa, com uma intensidade inovadora. Quando o personagem sofre, você sofre, você sente, você interpreta. Dostoiévski cria espaço dentro das nossas emoções e ditam o caminho pelo qual devem seguir. Palavras que representam a emoção perfeitamente, isso que o Dostoiévski faz, e faz muito bem.

Por fim, recomendo a leitura de Memórias do Subsolo primeiro. Por que? Simplesmente porque este livro, Crime e Castigo, possui teorias filosóficas que são discutidas e examplificadas em Memórias do Subsolo. Dito isso, acredito que uma leitura de Memórias do Subsolo traria uma melhor visão dos conceitos apresentados em Crime e Castigo.

Um dos melhores livros que já li.
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