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Avaliado no Brasil em 6 de setembro de 2021
Com uma escrita poética, personagens marcantes e trazendo temas bem trabalhados, a Mariana conquista o leitor do início ao fim.
A Luísa é demissexual e bissexual, ou seja, muito bem resolvida quanto à sua sexualidade. Como ela tem um transtorno de ansiedade, vamos ter algumas cenas de crises dela. A primeira ocorre logo no início, quando ela está no voo para o Rio Grande do Sul.
A autora soube descrever com maestria essas crises, você consegue sentir toda a angústia e tensão da personagem.
Uma das coisas que mais gostei é que temos quase que uma história paralela sendo contada. A Luísa vai precisar se aprofundar sobre alguns Montenegro, e isso a colocará de frente a um "amor impossível do passado", numa época que foi extremamente machista, arcaica e tratava a mulher como posse do homem. A forma que a Mariana usou para contar isso nos deixa fissurados na narrativa, pois queremos saber quem de fato estava envolvido e qual foi o fim para esse romance.
Outra coisa que foi abordada foi a questão da falta de representatividade LGBTQIA+ em livros, filmes, séries e afins. A própria Luísa relata como sente essa necessidade de se sentir representada, e creio que isso seja algo recorrente para a comunidade LGBTQIA+.
A obra tem referências, vários plots, cenas homofóbicas e capítulos finais recheados de revelações, tanto em relação ao passado como ao presente. Meu coração ficou apertado em alguns momentos e finalizei essa obra refletindo muito sobre várias coisas.
Cristais Invisíveis é uma obra sobre se jogar, se libertar, enfrentar seus medos e se entregar. Luísa vai bater de frente com várias inquietações e aprender a lidar com cada uma delas. Um livro que ressalta a mensagem de que representatividade importa e que histórias não devem ser apagadas jamais.
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