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Avaliado no Brasil em 8 de outubro de 2021
Nessa obra, de 1852, Marx analisa o golpe de estado de Luís Bonaparte na França, em 1851. É a primeira vez que Marx sugere que o proletariado deve quebrar o velho aparato estatal para consolidar a revolução.
Marx faz um primoroso trabalho investigativo do acontecimento dos fatos que levaram ao golpe de Estado de Napoleão III. Luís Bonaparte foi impedido de concorrer para um segundo mandato como presidente francês, então, em 1851, dá um golpe e se proclama imperador.
"18 Brumário" (névoa em francês) é o dia 09 de novembro de 1799 em que se inicia o governo napoleônico na França. Marx faz um paralelo da instalação imperial do Napoleão pequeno - Luís - com a restauração imperial de 1804 do grande Napoleão.
O livro é uma análise do fracasso da revolução de 1848 e de como ela redundou na eleição de um presidente que representava o espírito anti-1848. Marx mostra como Luís foi capaz de, diante de uma crise social, se colocar como opção para a burguesia e um campesinato conservador.
São sete capítulos. Os seis primeiros são uma análise do avanço e recuo da revolução de 1848 até os preparativos do golpe de Luís Bonaparte. E no último, talvez o mais importante capítulo, Marx analisa o campesinato conservador que apoiara Luís e como uma revolução só pode se consolidar se o próprio Estado for quebrado.
O argumento de Marx é claro: a história só se repete como farsa se a revolução não for total. E essa é uma sugestão perigosa à liberdade como a história dos regimes socialistas do século XX provaram. Não é possível ser marxista e à favor da liberdade e da democracia. Marx odiava praticamente tudo que uma sociedade livre cultiva como valor fundamental.
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