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Avaliado no Brasil em 30 de agosto de 2020
A começar pelo enredo, devo dizer que Ghost of Tsushima é magistral. Trata-se de uma história de declínio (mas será mesmo?) de um samurai do séc. XIII, que renega o seu código de honra para lutar contra os invasores mongóis, rebaixando-se ao nível deles. Ao longo da narrativa, o protagonista se vê em um conflito interno: ele está sempre se lembrando das lições que o seu tio lhe dera e se sente culpado quando se desvia delas. Ele sai do caminho do guerreiro e passa a percorrer outro caminho, atacando os inimigos implacavelmente, sem honra. É a história de origem dos ninjas.

Há uma grande preocupação com os personagens secundários. Todos eles têm arcos. E, de certa forma, todos têm a mesma história do protagonista: rebaixar-se ao nível do inimigo para derrotá-lo.

Uma crítica é que esse conflito honra vs desonra não interfere na história nem no gameplay. Não faz diferença matarmos um inimigo em um duelo ou por envenenamento. Seria interessante se houvesse um sistema como em Red Dead Redemption 2.

A jogabilidade é bem parecida com Assassin’s Creed, Red Dead ou The Witcher, mas não se engane, parece ser um jogo bem diferente. Há muitas formas de atacar o inimigo: luta com espada; assassinato por trás; arco e flecha; dardos; bombas, etc. Há quatro posturas de espada que devemos usar para derrotar cada tipo de inimigo, e você logo pega o jeito de alternar entre cada uma delas no meio da luta. A crítica aqui é que os inimigos são bem burros, principalmente quanto ao stealth. Mas não é diferente de outros jogos parecidos (passou da hora de melhorar isso!).

Não há waypoint; usa-se o vento. Como em filmes de Akira Kurosawa (tem o Modo Akira Kurosawa no jogo), o vento tem uma grande importância. Ele substitui o mini-mapa e nos faz apreciar mais a natureza nos belíssimos gráficos da iha de Tsushima.

O game design é ótimo. Tirando o início, em que o jogo é extremamente difícil, porque ainda não sabemos as posturas, a progressão é muito bem feita. À medida que vamos upando, os inimigos também vão ficando mais fortes, e o jogo nunca é fácil.

É visível o respeito à cultura japonesa e as referências a filmes. Podemos até compor haiku, que é uma métrica de poesia tradicional do Japão.

Há algumas inconsistências históricas, mas são todas deliberadas. A presença da katana é a mais óbvia delas. A tradicional espada japonesa só foi feita na última década do século XIV, enquanto a invasão mongol foi mais de cem anos antes. Mas um jogo de samurai sem a katana simplesmente não funciona

Se fizerem mais jogos dessa série, eu, com certeza, jogarei.
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Detalhes do produto

4,9 de 5 estrelas
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