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500 PRINCIPAIS AVALIADORES
Avaliado no Brasil em 23 de maio de 2018
Autor:

Ievgueni Zamiatin foi um escritor, literato russo ao estilo mais caro de seu tempo. Escreveu teatros, romances, críticas e ensaios diversos. Sua atuação principal foi no teatro, todavia, ficou conhecido mesmo através de suas obras de cunho crítico ao sistema soviético. Foi perseguido pelo comunismo soviético e teve suas obras caçadas e proibidas naquele inferno para as mentes sãs chamado: URSS

A obra:

Geralmente eu faço uma introdução mais elaborada e detalhada, mas neste caso apenas arranharei a borda dessa imensa obra que inspirou, ou quiçá, estruturou, a o best-seller mundial “1984” do saudoso George Orwell. Essa distopia se passa numa nação soberana separada do resto dos povos, onde tudo fora construído sob medida, numa mentalidade rigorosamente matemática e analítica. As pessoas são, basicamente, robotizadas por uma ideologia que permeia todo o cosmos da obra; obviamente se referindo à URSS. Nesse meio, D-503 (nome do personagem principal), engenheiro aeroespacial, se encontra com a I-330, mulher que aos poucos vai despertando nele a autoconsciência para além dos limites ditatoriais da ideologia do país. Os mais espertos não tardarão a relacionar D-503 com Winston, e Julia com I-330.

“Nós” é basilar para se conhecer as distopias modernas, além de 1984, inspirou também o “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley. A obra é sensacional e cheia de indiretas ao regime sanguinário de Stálin e companhia comunista. Basta perceber.

A edição:

Obra primorosa, verdadeira arte em impressão, acabamento, revisão e cuidado editorial num todo. A vida de livreiro ensina que não há como avaliar com destreza uma tradução do russo, quando não se conhece o russo, mas ao que tudo indica Gabriela Soares fez um bom trabalho. O silêncio da crítica sobre tal, além da aclamação quase que geral, faz nos crer em seu bom trabalho. Destaca-se, por sua vez, além da beleza da edição, que pode ser contemplada nas imagens, a raridade pós-texto trazida pela editora Aleph. Se trata da resenha do próprio Orwell da obra em questão, e uma carta verdadeiramente comovente de Zamiatin ao ditador sanguinário, Stálin, a fim de não ter suas obras impugnadas pelo ditador através do Estado, além de pedir para que ele mesmo não seja punido.

Acaba que Zamiatin foge e sua obra é realmente censurada pelo comunismo soviético.

Em suma, a editora Aleph arrebentou e fez uma edição ao melhor estilo tradução e revisão de Editora 34, e acabamento de Cosac Naify. Parabéns, novamente, Aleph. A que fica é em relação ao trato do conteúdo; se tiverem que economizar um dia (esperemos que não) que seja no acampamento - infelizmente. Tradução, edição e revisão sempre em primeiro plano.

Obra impressa em papel Pólen, em seu miolo, tendo as bordas superiores em laranja e a lateral em preto; a capa dura em papel Cartão Supremo. Sensacionais os acabamentos.

Vale a pena?

Muuuuito a pena, uma obra singular, sensacional, afrontadora de mentes ideologizadas e escravas de políticas partidárias. Basicamente necessária.
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5,0 de 5 estrelas O pai das distopias
Por Pedro Henrique Alves em 23 de maio de 2018
Autor:

Ievgueni Zamiatin foi um escritor, literato russo ao estilo mais caro de seu tempo. Escreveu teatros, romances, críticas e ensaios diversos. Sua atuação principal foi no teatro, todavia, ficou conhecido mesmo através de suas obras de cunho crítico ao sistema soviético. Foi perseguido pelo comunismo soviético e teve suas obras caçadas e proibidas naquele inferno para as mentes sãs chamado: URSS

A obra:

Geralmente eu faço uma introdução mais elaborada e detalhada, mas neste caso apenas arranharei a borda dessa imensa obra que inspirou, ou quiçá, estruturou, a o best-seller mundial “1984” do saudoso George Orwell. Essa distopia se passa numa nação soberana separada do resto dos povos, onde tudo fora construído sob medida, numa mentalidade rigorosamente matemática e analítica. As pessoas são, basicamente, robotizadas por uma ideologia que permeia todo o cosmos da obra; obviamente se referindo à URSS. Nesse meio, D-503 (nome do personagem principal), engenheiro aeroespacial, se encontra com a I-330, mulher que aos poucos vai despertando nele a autoconsciência para além dos limites ditatoriais da ideologia do país. Os mais espertos não tardarão a relacionar D-503 com Winston, e Julia com I-330.

“Nós” é basilar para se conhecer as distopias modernas, além de 1984, inspirou também o “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley. A obra é sensacional e cheia de indiretas ao regime sanguinário de Stálin e companhia comunista. Basta perceber.

A edição:

Obra primorosa, verdadeira arte em impressão, acabamento, revisão e cuidado editorial num todo. A vida de livreiro ensina que não há como avaliar com destreza uma tradução do russo, quando não se conhece o russo, mas ao que tudo indica Gabriela Soares fez um bom trabalho. O silêncio da crítica sobre tal, além da aclamação quase que geral, faz nos crer em seu bom trabalho. Destaca-se, por sua vez, além da beleza da edição, que pode ser contemplada nas imagens, a raridade pós-texto trazida pela editora Aleph. Se trata da resenha do próprio Orwell da obra em questão, e uma carta verdadeiramente comovente de Zamiatin ao ditador sanguinário, Stálin, a fim de não ter suas obras impugnadas pelo ditador através do Estado, além de pedir para que ele mesmo não seja punido.

Acaba que Zamiatin foge e sua obra é realmente censurada pelo comunismo soviético.

Em suma, a editora Aleph arrebentou e fez uma edição ao melhor estilo tradução e revisão de Editora 34, e acabamento de Cosac Naify. Parabéns, novamente, Aleph. A que fica é em relação ao trato do conteúdo; se tiverem que economizar um dia (esperemos que não) que seja no acampamento - infelizmente. Tradução, edição e revisão sempre em primeiro plano.

Obra impressa em papel Pólen, em seu miolo, tendo as bordas superiores em laranja e a lateral em preto; a capa dura em papel Cartão Supremo. Sensacionais os acabamentos.

Vale a pena?

Muuuuito a pena, uma obra singular, sensacional, afrontadora de mentes ideologizadas e escravas de políticas partidárias. Basicamente necessária.
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