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Avaliado no Brasil em 3 de abril de 2019
Este é o segundo livro da saga do Bruxo.
Assim como o primeiro, é um livro de diversos contos (neste, 6), mas aqui o ritmo é um pouco diferente. Ao invés de intercalar antigas missões (em flashbacks) com um momento "presente", temos uma sequência linear (embora muito espaçadas temporalmente) de aventuras que mantém um ritmo único na obra com uma crescente no final (crescente esta também presente no anterior). O problema aqui é que nem todas as histórias apresentadas alcançam seu potencial ou apresentam momentos épicos, grandiosos ou sequer dignos de alguma empolgação, por mais que lidem com criaturas e situações fantásticas.

Alguns contos são extremamente chatos, como o segundo, que dê ponto alto tem apenas uma posição de valor, poder e independência para Yennefer em um mundo aparentemente muito machista, mas isso é algo que já ficara claro desde o penúltimo (se bem me lembro) conto de O Último Desejo. Neste e nos contos seguintes é frustrante ver como Geralt se porta como um cachorrinho manhoso.

A sensação sobre o primeiro conto é que ele não atinge todo seu potencial, embora fique no quase. O terceiro é até divertidinho, embora não tenha muito propósito senão o de apresentar algumas possibilidades e situações do cenário e criaturas do mundo, o que poderia ser feito de outra forma. É um conto bobinho, simplista, óbvio e sem emoção exceto ser engraçadinho. O quarto é quase tão arrastado e monótono quanto o segundo, e seu ápice é mal explorado. Não se trata de ter ou não que existir ação, mas de não atropelar momentos e situações e acelerar um desfecho de qualquer jeito, que talvez devesse ser surpreendente mas é apresentado de forma óbvia e sem emoção.

Os contos seguintes melhoram o ritmo do livro e são mais interessantes, tem um ritmo mais fluído e não atropelam desfechos, além de abrir o gancho para a próxima obra (O SANGUE DOS ELFOS) que a partir daí sim segue como história única a cada volume. Além disso, desses dois contos em diante, Geralt já mostra uma evolução e começa a se assemelhar mais ao personagem dos games embora ainda esteja relativamente distante. Também temos a apresentação de mais rostos conhecidos.

No geral, é um livro razoável, com bons e maus momentos, mas que me pareceu mais cansativo e arrastado que o primeiro. Ainda assim, vale a pena a leitura, para conhecer melhor e adentrar a este universo e entender e se conectar melhor a realidade do jogo. É relativamente curto, 5932 posições, 380 páginas.

Obs: Não curti as capas dessa série, mas essa me incomoda demais. Não achei a finalização e a montagem da ilustração caprichada, e embora (quase) todas as características estejam corretas (exceto pelos lábios finos), a personagem saiu completamente diferente do que imagino Yennefer. (Ainda não joguei o terceiro jogo da série). Existe uma postura ruim (gesture), simplesmente não tem o aspecto com que a feiticeira se apresenta nos livros. Pode ser a edição e o casamento dos elementos que incomoda também e somando-se tudo, fica a sensação de desagrado; As capas das outras versões me parecem melhores.
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Detalhes do produto

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