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Avaliado no Brasil em 26 de dezembro de 2020
Escrito entre fins de 1847 e início de 1848, "O Manifesto do Partido Comunista" é o texto de caráter panfletário mais importante do pensamento moderno. Aqui estão sintetizados de forma clara, o pensamento teórico-prático elaborado por Marx e Engels a partir de seus estudos de anos anteriores. O espírito revolucionário que rondava a Europa alimenta o otimismo presente nesse pequeno manuscrito. Muito embora, o processo revolucionário de 1848 tenha fracassado, levando Marx e Engels a repensarem vários aspectos presente no Manifesto, ele ainda conserva sua força na atualidade. Porém, não esgota de forma alguma o sentido real do comunismo. Tentar compreender o comunismo somente por esse texto, é impossível. As passagens em sua maioria são assustadoramente relevantes para o século XXI e nos ajuda a compreender a ascensão da burguesia como classe dominante, o movimento ininterrupto do capitalismo e suas contradições, o antagonismo entre as classes sociais, cada vez mais complexo e aparente. Escrito há mais de 170 anos, nele os autores apresentam a dimensão mundial do poder do capital, a dissolução das relações consuetudinárias e o estabelecimento das formas de vida da burguesia, que recriou o mundo a sua imagem. Nenhuma classe foi mais revolucionária que burguesia, dizem Marx e Engels. Mas ao mesmo tempo que ela erigiu uma civilização, também produziu aqueles com o potencial sócio histórico de colocar seu mundo abaixo: os proletários, os despossuídos e explorados. Por isso o caráter panfletário do texto, é uma chamada para a organização e para a ação humana na História. A sociedade moderna consolidou a "era do capital", mas sua dinâmica é contraditória, com crises infindáveis e recorrentes. Ao mesmo tempo que cria arranha-céus, destrói a natureza, exauri seus recursos. Ao mesmo tempo que cria riqueza, produz a pobreza em larga escala. A civilização burguesa tem como base o domínio de uma classe sobre a outra, a propriedade privada, a exploração do trabalho e a produção e venda de mercadorias. Esses são os vetores principais que alimentam o capital e sua lógica de autovalorização. É contra essa forma de vida e esse modo de produção que o comunismo defende a criação de uma nova sociabilidade, na qual a emancipação humana e a associação entre indivíduos sejam alcançadas, possibilitando aos homens e mulheres, aos povos do mundo, viverem uma vida sem o jugo de uma classe sobre a outra; uma vida de acordo com suas necessidades reais. Para isso, é preciso que: "proletários do mundo, uni-vos". Não temos nada a perder, apenas as correntes que nos aprisionam. E essa luta é cada dia mais atual.
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